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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Um exemplo de mãe

Uma noite, o marido de Santa Rita, Paolo, não chegou em casa. Antes de sua conversão isto não teria sido estranho, mas no Paolo reformado isto não era normal. Rita sabia que algo havia ocorrido.

No dia seguinte, o encontraram assassinado. Sua pena foi aumentada quando seus dois filhos, que eram maiores, juraram vingar a morte de seu pai. As súplicas não conseguiram dissuadi-los.

Foi, então, que Santa Rita, compreendeu que, mais vale salvar a alma que viver muito tempo, rogou ao Senhor que salvasse as almas de seus dois filhos e que tirasse suas vidas antes que se perdessem para a eternidade por cometer um pecado mortal. O Senhor respondeu as suas orações. Os dois padeceram de uma enfermidade fatal.

Durante o tempo de enfermidade, a mãe lhes falou docemente de amor e do perdão. Antes de morrer os filhos conseguiram perdoar aos assassinos de seu pai.

Ó Santa Rita, exemplo de mãe admirável, rogai por nós!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

3 palavrinhas só!

Muitos de nós, somos confundidos por forças que não vem de Deus a colocarmos a nossa alegria em coisas, pessoas e até mesmo situações.  Pensamos que só seremos felizes se tivermos tais objetos, pensamos que só seremos felizes quando tivermos tal pessoa ao nosso lado, pensamos que só seremos felizes quando acontecer determinado fato.  E se pensamos assim, estamos querendo a alegria que o mundo oferece, a alegria fulgaz, a alegria que podem nos roubar. Mas nesta imagem que fiz para esse post está o direcionamento que São Paulo se deu ao trabalho de mesmo preso escrever para a comunidade de Filipos.  Percebam que ele estava em uma situação adversa e exultando-os a serem alegres. 


Apenas três palavras!  Tome-as como um norte, como um manual para a sua vida!


Seja alegre, alegria é decisão, é escolha!
Alegria não é estar com tudo certinho, não é estar com a saúde 100%.  Alegria é saber e crer em Deus nosso Pai.  Alegria é ter um Pai que nos escuta e aceita todas as preocupações que apresentamos a Ele.   E se cremos Nele, apresentamos todas as nossas necessidades, podemos ter a esperança de que tudo se resolverá da melhor forma.  E essa esperança é que gera a Paz e a nossa Alegria!


Eu convido a você a abrir a sua Bíblia e ler a passagem Fl 4, 4 -7.

Paz de Cristo!

quinta-feira, 18 de maio de 2017

O devemos fazer antes de Pentecostes?


Olá Povo de Deus!

Vocês devem saber que a Primeira de todas as Novenas existentes foi a que a Própria Maria, nossa Mãe Santíssima realizou com os Apóstolos no cenáculo.  Lá durante nove dias, rezaram pedindo e esperando a vinda do Espírito Santo.  
 Adquira o livro com a Novena Completa!

Foi assim que nasceu a Primeira Novena.
E na nossa era, a responsável por escrever e suscitar essa antiga devoção foi a Beata Elena Guerra que através de cartas enviadas para o Papa Leão XIII, conseguiu que o mesmo decretasse o uso da Novena  do Espírito Santo, principalmente em preparação a Festa de Pentecostes.  E o Papa Leão XIII a enriqueceu com várias indulgências.

Amanhã postarei a Novena de Pentecostes

Leia a 
Primeira carta da Beata Elena Guerra para o papa Leão XIII



Em 17 de abril de 1895.

Santíssimo Pai,

Uma pobre filha de Vossa Santidade, já há mais de sete anos, deseja ardentemente manifestar ao comum Pai dos Fiéis, um vivo desejo; depois de ter por tanto tempo guardado e rezado, finalmente lhe decide expor com tanto apreço.

Santo Padre, o mundo é mal, o espírito de satanás triunfa na pervertida sociedade e uma multidão de almas se distancia do Coração de Deus. Nestas tristes condições, os cristãos não pensam em dirigir unânimes súplicas Àquele que pode “renovar a face da terra”.

Fazem tantas novenas e isso é bom. Mas, a única que foi pedida pelo próprio Salvador e feita por Maria Santíssima e os apóstolos, é agora quase completamente esquecida.

São louvados pelos pregadores todos os santos, mas uma pregação sobre o Espírito Santo, quem a faz?

Quem, ó Santo Padre, pode fazer com que o Espírito Santo seja mais conhecido e mais honrado, senão o Vigário de Jesus sobre a terra, do qual não somente as ordens, mas também os desejos, possuem sobre os corações dos fiéis uma forte eficácia? E agradecendo aos céus, temos visto, como os bons católicos, somente pelo fato do Papa dizer uma palavra, já fazem dela uma lei: lei de amor, e exultam em obedecer.

Portanto, Santo Padre, somente o senhor, pode fazer com que os cristãos retornem ao Espírito Santo, para que o Espírito Santo retorne a nós, abata o domínio do demônio e nos conceda a desejada renovação da face da terra.

E se eu, miserável criatura que sou, posso arder para expor inteiramente este meu desejo, vos peço, ó Santidade, solicite a todos os Bispos que nas paróquias de suas dioceses, se faça este ano a Novena de Pentecoste, acompanhada onde for possível, da pregação da Divina Palavra e dos ensinamentos e exortações que iluminam as mentes para conhecerem o Espírito Santo e movem as vontades para corresponderem às suas inspirações. Onde não se puder fazer agora, não se poderia fazer ao longo do ano, como se faz também no tempo do Jubileu?

Se este ano, de todas as partes da cristandade, se levantarem unânimes e fervorosas orações ao Céu, como foi feito no Cenáculo de Jerusalém, para o derramamento do Espírito, quais e quantas belas bênçãos e graças não nos conseguiriam estas súplicas!

E a nossa amadíssima Mãe Maria que esteve com os Apóstolos naqueles nove dias benditos, e com eles orou, não estaria também conosco neste nosso Novo Cenáculo? E não nos concederia antecipadas e copiosas misericórdias?

No Ano passado, tive a sorte de poder oferecer a Vossa Santidade, por meio de D. Vicenzo Tarozzi, um livrinho da Novena do Espírito Santo, intitulado “O Novo Cenáculo”, e Vossa Santidade, se dignou a aceitá-lo e abençoá-lo, exprimindo o desejo de que a união de orações propostas naquele pequeno livro para a Novena do Espírito Santo, produzisse uma salutar renovação das mentes e dos corações.

Na dúvida de que aquele livro possa ter sumido, anexo uma outra cópia junto a presente carta, para que Vossa Santidade conceda-lhe uma nova bênção para o maior bem das almas.
Santo Padre, uma outra palavra, e queira perdoar a minha insistência. Peço que por caridade, o senhor faça depressa a recomendação desta unânime oração, para que mais almas não se percam para o demônio, mas que este as perca para o Bom Jesus que as resgatou com seu sangue.

Eu experimento o remorso de ter tido timidez e esperado tantos anos para expor tudo que acima exponho ao senhor, meu Pai. Agora, temo também ter sido muito ousada...

Santo Padre, dê uma bênção que me conforte. Uma bênção a mim que desejei ardentemente lhe escrever com tanta liberdade. Uma bênção para as minhas alunas e para as irmãs que comigo trabalham pela educação da juventude, enquanto eu, humildemente, me persigno.

Madre Elena Guerra

Extraído do livro Escritos de Fogo, editado pela Editora RCCBRASIL.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Responda a essa pergunta do Papa Francisco

Maria Madalena, apóstola da esperança: este foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira, 17.
Aos cerca de 20 mil fiéis presentes na Praça São Pedro, entre os quais brasileiros da Bahia, de Fortaleza e Brasília, o Pontífice deu prosseguimento ao ciclo sobre a esperança no contexto do mistério pascal, falando daquela que, por primeiro, viu Jesus ressuscitado.
Após a sua morte e assim que o descanso do Sábado o permitiu, Maria Madalena foi até o sepulcro para completar os ritos fúnebres. Ao chegar, viu que alguém tinha removido a pedra que estava à porta do sepulcro e logo pensou que tivessem roubado o corpo de Jesus. Este trajeto rumo ao sepulcro, disse o Papa, espelha a fidelidade de tantas mulheres que são devotas por anos às ruelas dos cemitério, em memória de alguém que não existe mais. “Os elos mais autênticos não são interrompidos nem mesmo pela morte: há quem continua a amar mesmo que a pessoa amada tenha ido embora para sempre”, afirmou Francisco em meio aos aplausos dos fiéis.

Deus nos chama pelo nome

Ela advertiu os discípulos e, em seguida, voltou novamente ao sepulcro com uma dupla tristeza: a morte de Jesus e o desaparecimento de seu corpo. Porém, desta vez, foi surpreendida pelo aparecimento de dois anjos e, finalmente, do próprio Jesus, a quem reconhece quando este a chama pelo nome: Maria!
“Como é belo pensar que a primeira aparição do Ressuscitado tenha ocorrido de modo assim tão pessoal!”, disse Francisco. “Tem alguém que nos conhece, que vê o nosso sofrimento e a nossa desilusão, que se comove e nos chama pelo nome. Em volta de Jesus, há muitas pessoas que buscam a Deus; mas a realidade mais prodigiosa é que, muito antes, há um Deus que se preocupa com nossa vida. Cada homem é uma história de amor que Deus escreve sobre esta terra. A cada um de nós Deus chama por nome, nos olha, nos espera, nos perdoa, tem paciência. É verdade ou não?”, perguntou o Papa aos fiéis.

Revolução não é como um conta-gotas

A ressurreição de Jesus é uma revolução que transformou a vida de Maria Madalena e transforma a vida de cada um de nós. Uma revolução que não vem como conta-gotas, mas é como uma cascata que se expande por toda a existência. Esta não é marcada por “pequenas felicidades”, mas por ondas que levam tudo.

Nosso Deus é sonhador

Francisco convidou os fiéis a imaginarem este instante em que Deus nos chama por nome e diz: “Levante-se, pare de chorar, porque vim libertar!”. Jesus, prosseguiu, não se adapta ao mundo, tolerando que prevaleçam a morte, o ódio, a destruição moral das pessoas… “O nosso Deus não está inerte, permito-me dizer que nosso Deus é um sonhador, que sonha a transformação do mundo e a realizou no mistério da Ressurreição.”
O Papa concluiu falando novamente de Maria Madalena. Esta mulher que, antes de encontrar Jesus estava à mercê do maligno, agora se transformou em apóstola da nova e maior esperança.
“Que a sua intercessão  nos ajude a viver também nós esta experiência: na hora do pranto e do abandono, ouvir Jesus Ressuscitado que nos chama por nome, e com o coração repleto de alegria anunciar: Vi o Senhor! Mudei de vida porque vi o Senhor. Esta é a nossa força e esta é a nossa esperança.”
Fonte: Canção Nova

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Somos todos Comunicadores!

Todos nós, porque um dia fomos batizados, somos profetas e devemos ser comunicadores da Boa Nova!  E se somos comunicadores devemos ler com cuidado e atenção aos direcionamentos de nosso Papa Francisco, que tão carinhosamente se dirige aos comunicadores nesta  MENSAGEM  PARA O 51ª DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS.

51ª DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Tema: «“Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5).
Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo»
[28 de maio de 2017]

Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó da azenha que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado da azenha tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de «moer» o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno).
Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, «moem» tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade.
Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero.
Gostaria, pois, de dar a minha contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia. A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da «boa notícia».
A boa notícia
A vida do homem não se reduz a uma crónica asséptica de eventos, mas é história, e uma história à espera de ser contada através da escolha duma chave interpretativa capaz de selecionar e reunir os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade não tem um significado unívoco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos «óculos» que decidimos pôr para a ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diversa. Então, qual poderia ser o ponto de partida bom para ler a realidade com os «óculos» certos?
Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o «Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus» (Mc 1, 1). É com estas palavras que o evangelista Marcos começa a sua narração: com o anúncio da «boa notícia», que tem a ver com Jesus; mas, mais do que uma informação sobre Jesus, a boa notícia é o próprio Jesus. Com efeito, ao ler as páginas do Evangelho, descobre-se que o título da obra corresponde ao seu conteúdo e, principalmente, que este conteúdo é a própria pessoa de Jesus.
Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. «Não tenhas medo, que Eu estou contigo» (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus – «Eu estou contigo» – assume toda a nossa fraqueza, chegando ao ponto de sofrer a nossa morte. N’Ele, as próprias trevas e a morte tornam-se lugar de comunhão com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do falimento. Trata-se duma esperança que não dececiona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações (cf. Rm 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente caída na terra. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.
A confiança na semente do Reino
Para introduzir os seus discípulos e as multidões nesta mentalidade evangélica e entregar-lhes os «óculos» adequados para se aproximar da lógica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria às parábolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja força vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. Mc 4, 1-34). O recurso a imagens e metáforas para comunicar a força humilde do Reino não é um modo de reduzir a sua importância e urgência, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o «espaço» de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo. Além disso, é o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mistério pascal, deixando que sejam as imagens – mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus, onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano, onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, «como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce» (Mc 4, 26-27).
O Reino de Deus já está no meio de nós, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Espírito Santo, consegue vê-lo germinar e não se deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente.
Os horizontes do Espírito
A esperança fundada na boa notícia que é Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. Aparentemente o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam. Pois em Cristo, que eleva a nossa humanidade até ao Céu, cada homem e cada mulher consegue ter «plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade» (Heb 10, 19-20). Através «da força do Espírito Santo»,podemos ser «testemunhas»e comunicadores duma humanidade nova, redimida, «até aos confins da terra»(cf. At 1, 7-8).
A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. Tal confiança que nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.
Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi «reimpresso» em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus. Também hoje é o Espírito que semeia em nós o desejo do Reino, através de muitos «canais» vivos, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança.
Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2017.
Franciscus

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