segunda-feira, 24 de junho de 2013

São João Batista


Conta a tradição que quando São João Batista nasceu, sua mãe, Isabel teria acendido uma grande fogueira para anunciar o nascimento do bebê. Assim, sua prima Maria poderia saber do acontecido mesmo de longe, ao ver o sinal de fumaça no céu.
 
 
No entanto, historicamente, relata-se que no século 6, a Igreja Católica teria passado a homenagear São João no dia 24 de junho, próximo à época em que eram realizadas comemorações pelas colheitas na Europa. Só no século 13, outros santos completaram o ciclo de festas juninas. Dia 13 para Santo Antônio, dia 24 para São João Batista e dia 29 para São Pedro e São Paulo.
A partir dessa união entre a festa por boas colheitas e a festa em louvor aos santos católicos, a fogueira - principal elemento nos festejos agrícolas - passou a ser também uma homenagem ao nascimento de São João. De uma forma ou de outra, sinais no céu são o que não faltam no dia desse santo. Fogos de artifício e os temidos balões são marcas da festa que é tradição em todo o Brasil. Enquanto isso, na terra, bandeiras, muita comida, bebidas e danças típicas são feitas em homenagem ao santo.
Existem várias lendas sobre este santo e a tradição de sua festa. Uma delas é a de que São João adormece no seu dia, pois se estivesse acordado vendo as fogueiras que são acesas para homenageá-lo, não resistiria: desceria à Terra e esta correria o risco de incendiar-se.
Segundo os devotos, os balões levam os pedidos para São João. Assim, acredita-se que se o balão queimar, o desejo não será realizado. Portanto, talvez o melhor seja não se arriscar. É preparado também um mastro para receber a bandeira do santo homenageado. Enquanto ela é levantada são feitas preces, pedidos e simpatias.
São João Batista, primo de Jesus Cristo, nasceu a 24 de junho e morreu a 29 de agosto do ano 31 d.C., na Palestina. Foi degolado por ordem de Heródes, a pedido da sua enteada Salomé, que queria a cabeça dele numa bandeja. São João pregava publicamente às margens do rio Jordão, onde batizava homens e mulheres, preparando, segundo a crença, o caminho do messias. "Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo", pregava. João também batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: "Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim?".
O evangelista São Lucas narra as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento do menino João. Isabel, estéril e já idosa, viu sua vontade de ter filhos satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que devia se chamar João. Depois disso, Maria foi visitar Isabel. "Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre ! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?”.
Desse episódio bíblico nasce também a tradição de estourar bombinhas. Antes de São João nascer, seu pai São Zacarias andava muito triste por não ter filhos. Certa vez apareceu-lhe um anjo de asas coloridas, todo iluminado por uma luz misteriosa e anunciou que Zacarias seria pai. A sua alegria foi tão grande que Zacarias perdeu a voz e ficou mudo até o nascimento do seu filho.
No esperado dia do nascimento, mostraram-lhe a criança e perguntaram como desejava que se chamasse. Zacarias fez grande esforço e por fim conseguiu dizer: - "João". Desse instante em diante Zacarias voltou a falar. Todos ficaram tão felizes que o barulho foi enorme. Daí vem a tradição das bombinhas nas festas juninas, tão apreciadas por crianças e adultos.

Oração a São João Batista  
São João, pregador da penitência, rogai por nós. São João, precursor do Messias, rogai por nós.
São João, alegria do povo, rogai por nós.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Celebração com o Tema: Fé

Motivação: Crer em Deus significa também crer no mundo criado, crer na vida, na beleza e na felicidade.
Símbolo: Cartazes com imagens que expressem demonstrações de fé.
Objetivo: Mostrar a importância de fundamentar a própria fé para respeitar maneiras diferentes de crer, buscando o diálogo.
Catequista: Creio em Deus Pai todo poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio que há um só Deus e Pai, que vela sobre nós, cujas obras manifestam seu amor. Creio que Deus é o Pai das misericórdias e de toda consolação.
Catequizandos: Creio que Deus nos escolheu antes da fundação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis diante dele no amor (Ef 1,4).
Leitor 1: Creio que o mundo foi criado para a glória de Deus. Ele criou com sabedoria e com amor todas as coisas, criou um mundo ordenado e bom. Creio que Deus mantém e sustenta toda a criação. Creio que aquele que nos escolheu desde o seio materno nos chamou por sua graça e houve por bem revelar em nós o seu Filho, para que o anunciássemos (Gl 1,15-16).
Catequizandos: Siga a justiça e a fé, o amor e a paz com aqueles que invocam de coração puro o nome do Senhor (2Tm 2,22).
Leitor 2: Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai, antes de todos os séculos. Creio que Jesus Cristo é Deus de Deus, luz da luz, é Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, e que por ele todas as coisas foram feitas. Creio no nome do Filho Único de Deus. Creio que nós vimos a sua glória, glória que ele possui junto ao Pai, cheio de graça e verdade.
Catequizandos: Justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 5,1).
Leitor 3: Creio em Jesus Cristo, Filho amado, que por nós e para nossa salvação desceu dos céus e se encarnou pelo poder do Espírito Santo. Creio que a Palavra Eterna do Pai se encarnou sem perder a natureza divina, quando assumiu a natureza humana. Creio que os que de antemão ele conheceu, esses também predestinou a serem conformes à imagem do seu Filho (Rm 8,29).
Catequizandos: A meta é que todos juntos nos encontremos unidos na mesma fé e no conhecimento do Filho de Deus (Ef 4,13).
Leitor 4: Creio em Jesus Cristo, que por nós foi crucificado, padeceu e foi sepultado. Creio que Jesus ofereceu-se livremente pela nossa salvação e, pela sua obediência até a morte de cruz, Jesus realizou sua missão. Creio que ele nos salvou e nos chamou a uma vocação santa, não em virtude de nossas obras, mas em virtude de seu próprio desígnio de graça que nos foi dada em Cristo Jesus, desde a eternidade (1Tm 1,9).
Catequizandos: Permaneçam alicerçados e firmes na fé, sem se deixarem afastar da esperança no Evangelho que vocês ouviram (Cl 1,23).
Leitor 5: Creio que Jesus ressuscitou ao terceiro dia e manifesta a glória do Pai, que ele é o dom de Deus para a humanidade. Creio que Jesus é glorificado pelo Pai, que o ressuscita dos mortos.
Catequizandos: Creio que Jesus foi ressuscitado pelo poder de Deus e para a glória do Pai. Creio que Jesus Cristo nos julgou dignos de confiança, tomando-nos para o seu serviço (1Tm 1,12).
Leitor 6: Creio em Jesus Cristo que subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. Creio que a ascensão de Cristo marca a entrada da humanidade de Jesus no domínio de Deus, de onde voltará. Creio em Jesus Cristo que de novo virá, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos e que o seu Reino não terá fim. Creio que, servos de Jesus Cristo, somos escolhidos para anunciar o Evangelho de Deus (1Cor 1,27).
Catequizandos: A fé é um modo de já possuir aquilo que se espera, é um meio de conhecer realidades que não se veem (Hb 11,1).
Leitor 7: Creio que Jesus Cristo nos procede no Reino glorioso do Pai, para que nós vivamos na esperança de estarmos um dia eternamente com ele. Creio que, tendo entrado um vez por todas no céu, Jesus intercede por nós como mediador e nos garante o Espírito Santo.
Catequizandos: Creio naquele que é poderoso para realizar por nós além do que pedimos ou pensamos, segundo o poder que já opera em nós (Ef 3,20).
Leitor 8: Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida e procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado. Creio que, a cada um, Deus concedeu uma manifestação do Espírito para a utilidade de todos (1Cor 12,7).
Catequizandos: Sua fé salvou você. Siga em paz! (Lc 7,50).
Leitor 9: Creio na Igreja uma, porque tem um só Senhor, confessa uma só fé, nasce de um só batismo, forma um só corpo, vivificado por um só Espírito em vista de uma única esperança, no fim da qual serão superadas todas as divisões.
Catequizandos: As Igrejas se fortaleciam na fé, e a cada dia cresciam em número (At 16,5).
Leitor 10: Creio que professamos um só batismo para remissão dos pecados e que esperamos a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Creio na graça de Deus atuando em nós, creio na união, no perdão, na reconciliação e na fraternidade.
Catequizandos: Esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé (1Jo 5,4).

Catequista: Creio que aquele que começou em nós a boa obra há de levá-la à perfeição até o dia de Jesus Cristo, porque aquele que nos chamou é fiel (1Ts 5,24).
Autor: Padre Antonio  Francisco Bohn

quarta-feira, 12 de junho de 2013

SANTO ANTONIO, Rogai por nós!

Nascido em Lisboa no 15 de agosto de 1195, Fernando de Bulhões, nome de batismo do santo, morreu em Pádua, na Itália. O santo recebeu o nome Antônio em 1220 quando passou da Ordem de Santo Agostinho para a Ordem de São Francisco, tornando-se missionário no Marrocos. Mas logo retornou a Europa por causa de problemas com a saúde.

Apesar da grande fama de casamenteiro atribuída a Santo Antônio, seus devotos recorrem a ele por várias causas.

Na tarde de 13 de junho, mês em que os lírios florescem, Frei Antônio de Lisboa morre às portas da cidade de Pádua. Suas últimas palavras são: " Estou vendo o meu Senhor ". As crianças são as primeiras a saírem pelas ruas anunciando: "Morreu o Santo".


No dia 13 de junho também é tradição a busca do "pãozinho de Santo Antônio" nas celebrações em homenagem ao santo. O pão é bento e acreditam que se deve colocá-lo junto aos alimentos para que estes não faltem jamais.

Outro costume nesta data é o de famílias mais abastadas doarem um determinado número de quilos de pão correspondente ao peso da pessoa que fez a promessa a Santo Antônio.


Alguns Milagres:


Santo Antônio é sem dúvida o "Santo dos Milagres". A sua taumaturgia – relação de milagres - iniciada em vida com uma pluralidade de milagres que lhe valeram a canonização em menos de um ano, é, na história da Igreja, a mais vasta e variada.


De Santo "casamenteiro" a "restituidor do desaparecido", passando por "livrador" das tentações demoníacas, a Santo Antônio tudo se pede. Citaremos abaixo alguns dos milagres operados por esse santo.



Santo Antonio prega aos peixes.

Reza a lenda que estando a pregar aos hereges em Rimini, estes não o quiseram escutar e viraram-lhe as costas. Sem desanimar, Santo Antônio vai até à beira da água, onde o rio conflui com o mar, e chama os peixes a escutá-lo, já que os homens não o querem ouvir. Dá-se então o milagre: multidões de peixes aproximam-se com a cabeça fora de água em atitude de escuta. Os hereges ficaram tão impressionados que logo se converteram.

Este milagre encontra-se citado por diversos autores, tendo sido mesmo objeto de um sermão do Padre Antônio Vieira que é considerado uma das obras-primas da literatura portuguesa.


Santo Antônio livra o pai da forca.

Tinha havido um crime de morte em Portugal, onde nascera Santo Antônio. Todas as suspeitas do crime recaíam sobre o pai do santo.
Chegou o dia do julgamento. Os juízes estavam reunidos para proferir a sentença condenatória. Assentado ali no banco dos réus, seu pai não podia se defender.

Nesse momento Santo Antônio estava fazendo um sermão numa igreja da Itália. Conta-se que, em dado instante, ele interrompeu o sermão e ficou imóvel, como se estivesse dormindo em pé. Durante esse mesmo tempo foi visto na sala do júri, em Portugal, conversando com os juízes. Entre outras coisas, disse-lhes o santo: Por que tanta precipitação? Posso provar a inocência do meu pai. Venham comigo até o cemitério.

Aceitaram o convite. Frei Antônio mandou abrir a cova do homem assassinado e perguntou ao defunto: "Meu irmão, diga perante todos, se foi meu pai quem matou você".

Para espanto dos juízes e de todos que ali estavam, o defunto abriu a boca e disse devagar, como se estivesse medindo as palavras:

"Não foi Martinho de Bulhões quem me matou". E tornou a calar-se. Estava provada de maneira milagrosa a inocência do seu pai. Mais uma vez a verdade triunfou sobre a mentira e a calúnia.

Operou-se aí dois fatos milagrosos, a bilocação, ou ato de uma pessoa estar (por milagre) em dois locais ao mesmo tempo, e o poder de reanimar os mortos.

Com o Menino Jesus nos braços

Outro milagre, também reportado na crônica do Santo, ocorre já no fim da sua vida e foi contado pelo conde Tiso aos confrades de Santo Antônio após sua morte. Estando o Santo em casa do conde Tiso, em Camposampiero, recolhido num quarto em oração, o conde, curioso, espreita pelas frinchas de uma porta a atitude de Frei Antônio; depara-se então uma cena miraculosa: a Virgem Maria entrega o Menino Jesus nos braços de Santo Antônio. O menino tendo os bracinhos enlaçados ao redor do pescoço do frade conversava com ele amigavelmente, arrebatando-o em doce contemplação. Sentindo-se observado, faz conde Tiso jurar que só contaria o visto após a sua morte.


*****
Conta-se que seu pai, Martinho, gostava de ir a uma fazenda que possuía nos arredores de Lisboa. Um dia, levou o filho com ele. Ocorre que insaciáveis bandos de pássaros desciam continuamente para bicar os grãos de trigo. Era necessário espantá-los para impedir grave dano à colheita. Martinho encarregou o garoto de manter longe os pequenos ladrões.

O pai se foi e Fernando permaneceu correndo de cá para lá no campo. Em pouco tempo começou a se aborrecer com aquela ocupação. Não muito longe, uma capelinha rústica o convidava à oração. Mas o pai o mandava enxotar os passarinhos,não podia desobedecer.
Gritou, então aos pássaros, convidando-os a segui-lo para dentro de uma sala da fazenda. Obedientes os pássaros entraram. Quando todos estavam dentro, Fernando fechou as janelas e as portas, e foi tranqüilamente fazer sua visita ao Senhor.

Retornando o pai veio procurá-lo. Andou pelo campo, chamando-o cá e lá, mas não encontrou ninguém. Preocupado, dirigiu-se à capela e o descobriu, todo absorto na prece. Fernando tomou o pai pelas mãos e o conduziu ao salão repleto dos vôos e dos cantos dos graciosos prisioneiros. Abriu a porta e, a um sinal seu, os pássaros, em bando, retornaram os livres caminhos do espaço.


Outra história muito conhecida é a provável responsável pela associação de Santo Antônio com a descoberta de pessoas e objetos desaparecidos. Conta-se que, um dia, o frei descobriu que um noviço havia fugido do mosteiro e levado com ele seus comentários sobre o Livro dos Salmos. Ele, então, rezou para o retorno de ambos. Em pouco tempo, o jovem arrependido voltou para a vida religiosa, acompanhado, é claro, dos manuscritos

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Celebração para jovens: A Conversão

Olá, Povo de Deus!  
Turminha abençoada!

Quanto mais me aprofundo nas formações catequéticas, vejo o quão importante são as celebrações... se você não tem por hábito utilizá-las em seus encontros... renda-se a este recurso... você verá os frutos que produzirão! 

A base para a celebração está aqui, peça ao Espírito Santo que lhe inspire criatividade para enriquecê-la!  Prepare o ambiente, cartazes... recadinhos.  Tire fotos e depois mostre para nós!

A Conversão

Motivação: A conversão nos convida a rever nossa convivência e as atitudes que tomamos em nossos relacionamentos.

Símbolo: Uma bacia com cinza.

Objetivo: Motivar os catequizandos a pedirem desculpas e perdão, respeitar a alteridade e as diferenças.

Catequista: Para encontrar o  perdão, jejua-se (Jz 20,26; 1Rs 21,8), rasgam-se as vestes e a pessoa se veste de saco (1Rs 20,31; 2Rs 6,30; Is 22,12), deita-se sobre a cinza (Is 58,5), fazem-se ouvir gemidos e gritos de luto (Jz 2,4), elaboram-se formulários de lamentações e de súplica (Sl 60; 74; 79; 83), recorre-se a ritos e sacrifícios expiatórios (Nm 16,5-15), faz-se uma confissão coletiva dos pecados (Jz 10,10).

Catequizandos: Senhor, que a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal.

Leitor 1: O convite à penitência constitui-se num aspecto essencial da pregação profética (Jr 25,3-6). Amós, profeta da justiça, não se contenta em denunciar os pecados. Diz que é preciso buscar o bem e não o mal, odiar o mal e amar o bem (Am 5,14).
Catequizandos: Isso implica uma correção da conduta e uma leal prática da justiça.

Leitor 2: O profeta Oseias exige igualmente um real afastamento da iniquidade, especialmente da idolatria, e promete que, em troca, Deus concederá o seu favor e afastará a sua ira (Os 14,2-9). Condena as conversões superficiais que não podem trazer fruto algum e insiste no caráter interior da verdadeira conversão, inspirada no amor e no conhecimento de Deus (Os 6,1-6).

Catequizandos: Somos pó e ao pó haveremos de voltar.

Leitor 3: O profeta Isaías recomenda que somente a conversão pode trazer a salvação, pois o culto nada é (Is 1,11-15), quando não há uma submissão prática à vontade divina (Is 1,16). Miqueias diz que é preciso haver justiça, piedade e humildade. O profeta Sofonias fala em humildade e sinceridade (Sf 2,3; 3,13s). Os filhos rebeldes não devem apenas chorar e suplicar confessando de seus pecados (Jr 3,21-25), mas mudar de conduta e circuncidar o coração (Jr 4,1).

Catequizandos: Troquemos nossa veste por cinzas. Choremos, jejuando, diante da face do Senhor. Cheio de bondade é o nosso Deus, capaz de perdoar nossos pecados (Est 13,17).

Leitor 4: Ezequiel adverte: Rejeitai para longe as transgressões que haveis cometido e fazei-vos uma coração nono e um espírito novo.

Catequizandos: Convertei-vos e haveis de viver (Ez 18,31s).

Leitor 5: Insiste no caráter pessoal da conversão: cada qual só pode responder por si mesmo, a cada qual se retribuirá conforme a sua própria conduta (Ez 3,16-21). A doutrina profética da conversão se traduz em oração, na confissão das culpas, no pedido da purificação interior, no apelo à graça capaz de transformar o coração e na orientação para uma vida fervorosa.

Catequizandos: Tem piedade de mim, ó Deus, por teu amor! Por tua grande compaixão, apaga a minha culpa. Lava-me da minha injustiça e purifica-me do meu pecado. Porque eu reconheço a minha culpa, e o meu pecado está sempre na minha frente. Pequei contra ti, somente contra ti, praticando o que é mau aos teus olhos (Sl 51(50),1-6).

Leitor 6: A mensagem de conversão dos profetas se encontra em toda a sua pureza na pregação de João Batista. O evangelista Lucas assim resume sua missão: Ele trará de volta muitos filhos de Israel para o Senhor seu Deus (Lc 1,16s).

Catequizandos: Convertei-vos, pois o Reino dos céus está próximo (Mt 3,2).

Leitor 7: Todos devem reconhecer-se pecadores, produzir um fruto que seja digno do arrependimento (Mt 3,8), assumir um comportamento novo, apropriado a seu estado de vida (Lc 3,10-14). Como sinal dessa conversão, João dá um batismo de água, que deve preparar os penitentes para o batismo de fogo e do Espírito Santo (Mt 3,11).

Catequizandos: Senhor, tu amas o coração sincero e, no íntimo, me ensinas a sabedoria. Purifica-me e eu ficarei limpo. Lava-me e eu ficarei mais branco do que a neve. Esconde dos meus pecados a tua face, e apaga toda a minha culpa. Ó Deus, cria em mim um coração puro, e renova no meu peito um espírito firme. Não me rejeites para longe da tua face, não retires de mim teu santo espírito (Sl 51(50),8-13).

Leitor 8: Jesus veio para chamar os pecadores à conversão (Lc 5,32). Todo aquele que toma consciência do seu estado de pecador pode voltar-se para Jesus com confiança, pois o Filho do Homem tem o poder de perdoar pecados (Mt 9,6). Não mudando de conduta, todos perecerão (Lc 13,1-5), à semelhança da figueira estéril (Lc 13,6-9).
Catequizandos: Senhor, abre os meus lábios, e minha boca anunciará o teu Louvor (Sl 51(50),17).

Leitor 9: Para Jesus, o que conta é a reviravolta do coração, que faz fornar a ser como criancinhas (Mt 18,3), e, depois, o esforço contínuo em buscar o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6,33). A conversão é uma graça devida à iniciativa divina: é o pastor que sai à procura da ovelha perdida (Lc 15,4). A resposta a esta graça aparece na parábola do filho pródigo, que destaca a misericórdia do Pai (L 15,11-32).

Catequizandos: Há mais alegria no céu por um pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não tem necessidade de penitência (Lc 15,7.10).
Leitor 10: Jesus sempre mostra para com os pecadores uma atitude de acolhimento (Mt 9,10-13; Lc 15,2), que desperta arrependimento (Lc 7,36-50; Lc 19,5-9), o perdão dos pecados (At 2,38). Só a penitência prepara o homem para enfrentar o juízo de Deus (At 17,30). Se a sua chegada parece tardar, é só porque Deus usa de paciência, desejando que toda pessoa não pereça e que todos, se possível, cheguem ao arrependimento (2Pd 3,9).

Catequizandos: Ajudai-nos, ó Deus salvador; pela glória do vosso nome, libertai-nos (Sl 78,9).

Catequista: A cinza simboliza o pecado, a fragilidade, a penitência e a conversão. O coração do pecador é semelhante à cinza. E o pecador que toma consciência de sua culpa confessa que ele não passa de pó e cinza (Gn 18,27), e para dar a entender aos outros e a si próprio que está convencido disso, senta-se na cinza (Jó 42,6), com ela cobre a sua cabeça (Jd 4,11-15; Ez 27,30), alimenta-se de cinza (Sl 102,10), cobre-se de pó e de cinza (Jr 6,26).

Autor: Padre Antonio  Francisco Bohn

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Extra! Extra! Boletim de Formação para Catequistas!

Olá Povo de Deus,

Olhem que coisa boa trago para vocês!  Acabou de ser postado oficialmente o primeiro Boletim de Formação para Catequistas!

"Ele será MENSAL. O projeto é fazer "formação" em material escrito para que seja partilhado com os outros catequistas da paróquia. Principalmente porque, nem todos tem acesso a internet e a material formativo." Angela Rocha.

Antonio Mansilhas e Angela Rocha  que o Espírito Santo continue frutificando vossos ministérios!  Com certeza essa ideia do Antonio foi iluminada e imediatamente  a Angela  "trabalhadora da seara de Deus" aceitou o desafio! Contem  comigo sempre!




O arquivo em PDF está no grupo do Facebook:

Espero que gostem e nos ajude a multiplicar a ideia!


Paz de Cristo!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Celebração - Encontro "A CRIAÇÃO"


Motivação: Deus criou todas as coisas e as entregou aos nossos cuidados. Nossa missão é preservar a criação.
Símbolo: Terra, plantas, sementes e frutas.

Objetivo: Mostrar a importância da ecologia e também o cuidado com a natureza e a criação, obras de Deus.

Catequista: Por ser o Criador da terra, Deus tem sobre ela direito absoluto: só Ele dispõe dos seus bens (Gn 2,16), estabelece suas leis (Ex 23,10), a faz frutificar (Sl 65), é seu Senhor (Jó 38, 4-7). Como toda criação, ele deve louvá-lo (Sl 98, 4) com um louvor que toma forma e linguagem nos lábios de toda criatura (Sl 104). Se Deus modelou o ser humano com o barro do solo e soprou-lhe nas narinas um sopro de vida tornando-o um ser vivente (Gn 2,7), foi para lhe confiar essa terra e fazê-lo senhor da mesma.

Catequizandos: Tuas mãos me formaram por inteiro. Tu me fizeste do barro (Jó 10, 8-9), fui tirado do barro (Jó 33,6) e sou como vaso de barro (Pr 26, 23).

Leitor 1: O ser humano deve dominar a terra e submetê-la (Gn 1,28). Por seu trabalho, ele imprime sua marca à terra. Ela e seus tesouros lhe serão um permanente lembrete do amor e da fidelidade de Deus.

Catequizados: Herdeiro de Deus num solo em que ele continua estrangeiro e hóspede (Lv 25, 23), o ser humano deve mostrar-se agradecido, deve expressar a Deus o seu louvor, sua ação de graças, sua dependência.

Leitor 2: O barro vai querer se comparar com o leiro? E o pote, será que pode dizer ao seu oleiro: “você não entende nada!”? (Is 29, 16). Infeliz daquele que sendo apenas um vaso de barro se atreve a discutir com o seu criador (Is 45,9). O oleiro se assenta para fazer o trabalho, girando a roda com os pés e dedicando total cuidado à sua obra. Todos os seus gestos são calculados: com o braço modela a argila e com os pés quebra sua resistência (Eclo 38, 29-30).

Catequizandos: Nós somos o barro e tu és o nosso oleiro, todos nós somos obra de tuas mãos (Is 64,7).

Leitor 3: Deus é senhor sobre a terra (Ef 4,10); nada foi feito sem ele (Jo, 1,3); e todo poder lhe foi dado no céu e na terra (Mt 28,18). Em suas parábolas, Jesus recorre a certas imagens ligadas à terra: do semeador e da messe, da vinha e da figueira, do joio e do grão de mostarda, do pastor e das ovelhas, dos lírios do campo e das espigas arrancadas.

Catequizandos: O reino da terra dá lugar à realidade que ele anunciava, o Reino dos céus (Mt 5,3).

Leitor 4: Além dessas imagens, Jesus dá um ensinamento sobre a atitude do ser humano diante das realidades terrestres. O desejo de possuir a terra torna-se vontade para entrar na posse dos bens espirituais (Mt 5,4). O Reino é como um tesouro escondido no campo (Mt 13,44), um tesouro que não perde o seu valor no céu (Lc 12,34), e o ser humano tira coisas boas do seu bom tesouro (Mt 12,35). É preciso, pois, saber amar a Cristo e ao Evangelho mais do que aos próprios campos (Mc 10,29).

Catequizandos: Jesus chega a tomar pão e vinho, frutos da terra para deixar aqui na terra com estes sinais a presença de seu corpo.

Leitor 5: Jesus veio trazer fogo à terra (Lc 12,49). Seus discípulos são chamados a serem sal da terra (Mt 5,13). Em Jerusálem, para abraçar a terra inteira, Jesus plantou a sua cruz, sendo elevado da terra, atraindo todos a Ele (Jo 12,32).

Catequizandos: Seu Evangelho será levado por suas testemunhas até os confins da terra (At 1,8).

Leitor 6: Em Cristo estão escondidos os tesouros da sabedoria e da ciência (Cl 2,3). Com os olhos fixos em Cristo elevado ao céu, ele agora precisa pensar nas coisas lá do alto, não nas da terra (Cl 3,2), não por desprezo, mas para delas usar com se não usasse (1Cor 7,31).

Catequizandos: A oração litúrgica dá uma voz à terra, a tudo o que ela contém, ao que ela possibilita produzir pelo trabalho. Com isso, o homem, de certo modo,, eleva a terra e a faz elevar-se a Deus.

Leitor 7: O povo novo reina na terra (Ap 5,10); enquanto realiza aqui neste mundo a sua peregrinação, não pode permanecer surdo ao gemido da criação material que também aguarda a salvação (Rm 8,22). A terra está, com efeito, associada à história do novo povo.

Catequizandos: Ela própria aguarda a revelação dos filhos de Deus, com a esperança de ser também libertada da escravidão.

Leitor 8: A terra, em seu estado atual, passará (Mt 24,35), por isso não ajuntamos tesouros na terra (Mt 6,19), pois onde está o teu tesouro aí está teu coração (Mt 6,21).

Catequizandos: Isso para ser substituída pela nova terra (Ap 21,1), que esperamos segundo a promessa de Deus, na qual a justiça habitará (2Pd 3,13).

Leitor 9: Todo esse tesouro é levado em vasos de barro (2Cor 4,7). Por acaso o vaso de barro diz ao oleiro: por que fui feito assim? Por acaso o oleiro não é o dono da argila para fazer com a mesma massa dois vasos, um para uso nobre e outro para uso comum?

Catequizandos: Deus fez assim para mostrar a riqueza de sua glória para com os vasos de misericórdia (Rm 9,21.23).


Leitor 10: Assim, o Filho único Cristo Jesus (Lc 9,35) une os que o amam e nele creem, dando-lhes seu Espírito (Rm 5,5), e alimentando-os com um só pão; seu corpo sacrificado na cruz (1Cor 10,16) faz de todos os povos um só corpo (Ef 2,14-18), faz dos fiéis seus membros, dotando cada qual de carismas diversos em vista do bem comum de seu corpo. 

Autor: Padre Antonio  Francisco Bohn

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