sexta-feira, 28 de abril de 2017

Somos todos Comunicadores!

Todos nós, porque um dia fomos batizados, somos profetas e devemos ser comunicadores da Boa Nova!  E se somos comunicadores devemos ler com cuidado e atenção aos direcionamentos de nosso Papa Francisco, que tão carinhosamente se dirige aos comunicadores nesta  MENSAGEM  PARA O 51ª DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS.

51ª DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Tema: «“Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5).
Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo»
[28 de maio de 2017]

Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó da azenha que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado da azenha tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de «moer» o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno).
Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, «moem» tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade.
Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero.
Gostaria, pois, de dar a minha contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia. A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da «boa notícia».
A boa notícia
A vida do homem não se reduz a uma crónica asséptica de eventos, mas é história, e uma história à espera de ser contada através da escolha duma chave interpretativa capaz de selecionar e reunir os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade não tem um significado unívoco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos «óculos» que decidimos pôr para a ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diversa. Então, qual poderia ser o ponto de partida bom para ler a realidade com os «óculos» certos?
Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o «Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus» (Mc 1, 1). É com estas palavras que o evangelista Marcos começa a sua narração: com o anúncio da «boa notícia», que tem a ver com Jesus; mas, mais do que uma informação sobre Jesus, a boa notícia é o próprio Jesus. Com efeito, ao ler as páginas do Evangelho, descobre-se que o título da obra corresponde ao seu conteúdo e, principalmente, que este conteúdo é a própria pessoa de Jesus.
Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. «Não tenhas medo, que Eu estou contigo» (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus – «Eu estou contigo» – assume toda a nossa fraqueza, chegando ao ponto de sofrer a nossa morte. N’Ele, as próprias trevas e a morte tornam-se lugar de comunhão com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do falimento. Trata-se duma esperança que não dececiona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações (cf. Rm 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente caída na terra. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.
A confiança na semente do Reino
Para introduzir os seus discípulos e as multidões nesta mentalidade evangélica e entregar-lhes os «óculos» adequados para se aproximar da lógica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria às parábolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja força vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. Mc 4, 1-34). O recurso a imagens e metáforas para comunicar a força humilde do Reino não é um modo de reduzir a sua importância e urgência, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o «espaço» de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo. Além disso, é o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mistério pascal, deixando que sejam as imagens – mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus, onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano, onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, «como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce» (Mc 4, 26-27).
O Reino de Deus já está no meio de nós, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Espírito Santo, consegue vê-lo germinar e não se deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente.
Os horizontes do Espírito
A esperança fundada na boa notícia que é Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. Aparentemente o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam. Pois em Cristo, que eleva a nossa humanidade até ao Céu, cada homem e cada mulher consegue ter «plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade» (Heb 10, 19-20). Através «da força do Espírito Santo»,podemos ser «testemunhas»e comunicadores duma humanidade nova, redimida, «até aos confins da terra»(cf. At 1, 7-8).
A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. Tal confiança que nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.
Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi «reimpresso» em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus. Também hoje é o Espírito que semeia em nós o desejo do Reino, através de muitos «canais» vivos, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança.
Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2017.
Franciscus

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Seminarinho de Dons - DOM DAS LÍNGUAS


Olá, Povo de Deus!

Como falei semana passada, estamos iniciando o Seminarinho de Dons para as crianças.
Hoje falaremos sobre o DOM DAS LÍNGUAS.

De maneira leve, após rezarmos em nosso núcleo,  resolvemos explicar aos pequenos assim:
Da mesma forma que você criança quando era bebezinho e ainda não sabia falar... ainda quando falava sem formar as palavras sua mamãe lhe entendia muito bem... assim acontece quando oramos  em Línguas só o Espírito Santo entende o que estamos falando.
É uma oração de coração para coração!
Nem o inimigo entende o que estamos falando.


E vamos fazer na Oficina, este móbile do Espírito Santo.
As asinhas são feitas com o desenho das mãozinhas de cada um.

Amanhã venho colocar a foto dele pronto.

Espero que gostem!
Paz do Menininho Jesus!

sexta-feira, 31 de março de 2017

JEJUM DE DANIEL - APRENDA E PRATIQUE!

“Naqueles dias eu, Daniel, estava pranteando por três semanas inteiras. Nenhuma coisa desejável comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com ungüento, até que se cumpriram as três semanas completas.” (Dn 10,2-3) 

Aleluia! Quando nós somos movidos pelas promessas de Deus e numa atitude que o agrada, começamos a transformar esta promessa em realidade no jejum e na oração; no momento mesmo em que nosso coração se humilha e busca a face do Senhor, nossas palavras são ouvidas no céu.

O tempo dedicado ao jejum é reservado para buscar o Senhor, mesmo em meio às atividades cotidianas. Em Mt 6, 1-18 vemos como Jesus indica o jejum, a oração e a esmola como sinais característicos da vida de um cristão fiel. Em alguns momentos de decisão, porém, somos convidados a intensificar nossa comunhão com o Senhor. Segundo o desejo de Jesus, devemos fazer isto sem ostentação, mas com discrição e buscando agradar somente ao Pai.

Outro fator importante em um tempo de jejum é o propósito que nos move a fazê-lo. Um jejum sem propósito definido é como vagar num túnel escuro, sem saber de onde vem ou para onde vai. Olhando as Sagradas Escrituras, encontraremos muitas razões que levaram as pessoas ao jejum. 

Se vamos jejuar, temos que ter objetivos firmes e claros pelos quais lutar: Estar em Deus; receber sua palavra e alguma orientação/propósito concreta; interceder por alguém ou alguma situação; enfrentar Satanás e suas tentações. 

Pedimos que você ore e peça que o Senhor revele sobre que intenções particulares você deve rezar. Que pessoas estão perto de você e longe de Deus? Que situações precisam ser saradas pelo Senhor em sua vida, etc? Anote num papel essas intenções particulares e deixe-as à mão, para que você recorde durante a oração pessoal.


Por três semanas (21 dias), somos convocados a um jejum parcial. Será um tempo de maior oração e dedicação ao Senhor. Durante este tempo, evitaremos alimentos pêlos quais buscamos saciar mais nosso gosto/prazer do que as necessidades reais do nosso organismo (doces, refrigerantes, excesso de frituras ou outros alimentos que constituem hábitos alimentares aos quais estamos apegados). 


Além disso, evitando extravagâncias, vamos escolher entre duas opções: 
ou iniciar a alimentação diária só a partir das 12 horas
ou simplesmente cortar uma das refeições do dia. 
Cuidado somente para não “descontar” na próxima refeição para compensar o que foi omitido. Pessoas que fazem uso de medicação devem estabelecer o jejum em conformidade com o horário dos remédios. Pessoas com problemas de pressão ou diabetes, ou outro tipo de limitação de saúde, devem conhecer as necessidades do seu organismo e adaptar o jejum. Pessoas que não podem fazer nenhum tipo de restrição na alimentação podem fazer jejum de televisão, conversa ou outras coisas. Mas lembre-se: inicialmente o jejum consta de algum sacrifício na alimentação. 


No 1º dia do jejum faça uma consagração, com um bom momento de Adoração, Louvor e se possível participação de missa. Escreva num papel as intenções pelas quais você vai oferecer o jejum (peça ao Espírito Santo que lhe revele o que será a motivação do seu tempo de penitência e escuta).
No 21º dia, ou seja, no final da terceira semana de jejum, faça um momento de ação de graças ao Senhor, por tudo o que Ele nos dará em função desse dias; se possível também participe de uma missa em ação de graças.

Sugestão de roteiro para oração pessoal nos dias de jejum:



















Fonte: Pe. Antonio José (Arquidiocese do Rio de Janeiro) com adaptações de Vicente Gomes de Souza Neto
Portal RCC

quinta-feira, 30 de março de 2017

Dons Carismáticos do Espírito Santo


Estamos nos preparando para fazer o
Seminarinho de Dons com nossas crianças. Lembrando que  tudo que acontece no Grupo de oração com os adultos, passamos para as crianças com a linguagem apropriada a idade.


São Paulo fala dos dons carismáticos na Carta aos coríntios:
“A respeito dos dons espirituais, irmãos, não quero que vivais na ignorância… Por isso, eu vos declaro: ninguém, falando sob a ação divina, pode dizer: Jesus seja maldito e ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, senão sob a ação do Espírito Santo. Há diversidade de dons, mas um só Espírito. Os ministérios são diversos, mas um só é o Senhor. Há também diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum. A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo Espírito; a outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro, a graça de curar as doenças, no mesmo Espírito; a outro, o dom de milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como lhe apraz” (1Cor 12,1-11).

Vou partilhar essas imagens e depois volto para colocar o roteiro que criarmos.
A Paz do Menininho Jesus!


















quarta-feira, 1 de março de 2017

Quaresma - Início

Hoje, ao irmos participar da Santa Missa, recebemos a imposição das cinzas, que nos recorda que a nossa vida na terra é passageira e que a nossa vida definitiva está na eternidade, com Deus. 

Começamos hoje a viver o tempo Quaresmal, é um tempo de oração, penitência e jejum como preparação para a celebração da Páscoa.
São quarenta dias que a Igreja propõe para a nossa conversão.

Aproveitemos a Quaresma para examinar os propósitos que tínhamos na quaresma passada e que ainda não conseguimos alcançar...  examinemos o nosso passado e tomemos consciência do nosso pecado. 
Só assim poderemos voltar os nossos corações para Jesus, que sofreu, morreu e ressuscitou para nossa salvação.